sábado, 30 de junho de 2012

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

Lua, querida, se imaginasse o quanto sua luz me inspira não deixaria que o sol me cegasse tão logo! Há tantos estilos de músicas entrando pelos meus ouvidos e diante dos olhos as sábias palavras de Antoine de Saint-Exupéry. Parece tão contraditório e ao mesmo tempo tudo isso faz tanto sentido.
Essa sou eu, lendo o Pequeno Príncipe procurando respostas na calada da noite, quando todos estão deitados, repousando em suas camas...Delirando em sonhos que talvez nem ao menos se lembrarão quando abrirem os olhos. 
Essa sou eu, escrevendo após tempos sem o fazer, inspirada por algo desconhecido, alguém distante que mesmo assim, longe, está comigo a cada vez que abro meus olhos para que um novo dia me desafie em transformá-lo em uma aventura, a qual valha realmente a pena ser contada, ser registrada aqui, para que daqui anos eu releia com ternura e relembre com saudades. 
Essa sou eu, eternizando aqui as falas de uma Raposa: " - Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
" - 
A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
" -Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!"
 

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